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Presidências do Senado e da Câmara

Reza a tradição que deve ser escolhido para a presidência da Câmara, assim como para a do Senado, um membro da maior bancada partidária. Tradição que nem nem sempre é seguida. Nos últimos tempo tivemos a eleição de Severino Cavalcanti do mediano PP e do atual presidente Aldo Rebelo do pequeno PCdoB.

Encerradas as eleições para deputado e senador já começam as expeculações sobre quem assumirá as presidências das casas do congresso.

No Senado o PFL teria a maior bancada e senadores como José Agripino Maia (PFL-RN) e Marco Maciel (PFL-PE) já são ditos pré-candidatos a presidência da casa, porém, a senadora Roseana Sarney (PFL-MA) disputa o 2º turno como candidata a governadora e ganhando assume como senador seu 1º suplente que é do PMDB. E no caso de não ser eleita ela já não é mais contada como sendo da bancada do PFL. Deve sair do partido ou até ser expulsa. Seu caminho natural seria o PMDB.

O senador licenciado Gerson Camata (PMDB-ES) deve deixar o cargo de secretário estadual de Transportes e Obras Públicas e voltar ao Senado em janeiro do ano que vem já que seu suplente é do PSDB.

Isto é, o PMDB deverá tentar reeleger o atual presidente Renan Calheiros (PMDB-AL). Para isto terá o apoio do PT que em troca pode querer a presidência da Câmara. E tem bons nomes para isto: José Eduardo Cardoso (PT-SP), Henrique Fontana (PT-RS), Virgílio Guimarães (PT-MG), Walter Pinheiro (PT-BA), Paulo Rubem Santiago (PT-PE) e, se não estivesse queimado com a história do dossiê Ricardo Berzoini (PT-SP). Especula-se também o nome de Ciro Gomes (PSB-CE). Mas a maior bancada mesmo é do PMDB de Jáder Barbalho (PMDB-PA), Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Seja quem for, o governo lutará ao máximo pra que o presidente da Câmara seja um fiel aliado já que cabe ao ocupante deste cargo decidir sobre abertura de processo de impeachment contra o presidente da república, um velho sonho da oposição.

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