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Eleições 2006

Avaliamos melhor as coisas que acontecem depois de um certo tempo.

Votei em Lula no primeiro turno das eleições acreditando que uma vitória já no dia 1º de outubro seria consagradora para a esquerda latina. Hoje vejo que a imprensa deu tremendo tiro no pé ao forçar o segundo turno com a história do dossiê. Foi ali que ficaram claras as diferenças entre o PT socialista e o PSDB privatista para que a sociedade pudesse escolher o melhor projeto de Brasil dando ao candidato tucano ainda menos votos no 2º turno do que o que ele havia conseguido no primeiro.

A enorme diferença de votos acalmou os ânimos daqueles que queriam levar no "tapetão" o que não conseguiram nas urnas.

Também foi graças ao segundo turno que, "pela primeira vez na história deste país", tivemos um presidente da república comparecendo a um debate eleitoral e discutindo abertamente seu mandato respondendo a todas as perguntas do adversário e de jornalistas.

Outra conclusão sobre as eleições de 2006 a qual só cheguei recentemente é a de que Cristovam Buarque foi um grande vencedor. Não entrou na disputa com o intuito de ganhar, mas sim de colocar educação entre os principais pontos de discussão da campanha, e isso ele conseguiu. Além do mais, mesmo sendo de um minúsculo colégio eleitoral, o Distrito Federal, ele conseguiu se tornar conhecido nacionalmente. Pelo menos mais do que qualquer outro político da capital federal.

Outra observação importante é a de o coronelismo continua vivo. Não foram as momentâneas derrotas dos Sarney's, de ACM, de Siqueira Campos e companhia que libertaram o povo mais humilde. Pode até ser que as velhas oligarquias percam suas forças, mais ainda é cedo para dizer.

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