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Seguindo conselhos de Temporão

O ministro da Saúde José Gomes Temporão não defende o aborto, mas sim que a sociedade debata o tema.

Pois bem, não dispenso um assuntinho polêmico.

Sou a favor da legalização do aborto. Prestem atenção. Não falei que defendo o aborto. Considero uma prática ruim para todos, inclusive e principalmente para a mulher, mas de que adianta o Estado proibir? Os abortos deixam de acontecer? Claro que não. Uma menina que engravida sem querer e tem uma boa condição financeira pode ir a uma dessas clínicas que faz aborto escondido e passar pelo processo correndo menos risco, mas minha preocupação são as meninas pobres. Essas fazem o aborto no fundo de farmácias sem higiene, fazem em casa, sem a menor segurança, com métodos medievais, trazendo risco para sua própria saúde. O aborto deveria não só ser legalizado, mas deveria ser um direito.

Seja pelo fato de a mulher ter sido violentada, ou porque ela não tem condições financeiras de criar a criança ou mesmo porque ela não quer ter a criança e pronto.


Há nesta discussão a questão religiosa. Para quem acredita que a vida começa no instante da fecundação o aborto será sempre um assassinato e, portanto, inaceitável. Até a pílula do dia seguinte é considerada uma forma de aborto. Eu não vejo desta forma. Enquanto o feto não tem sistema nervoso não há vida intra-uterina. Assim, o aborto poderia (e deveria) ser legalizado quando a gestação estivesse com menos de cinco semanas (período no qual o sistema nervoso começa a ser formado).

Esse assunto é complicado, mas a parte mais difícil para elevar o nível do debate é quebrar a barreira que esta visão religiosa conservadora nos impõe.

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