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Nova lógica em cima de outra Nova lógica

Ano passado deu a maior confusão no meio musical nacional, tudo por causa de um artigo chamado “O apagão das gravadoras”, publicado no jornal O Estado de São Paulo, sobre a decadência das gravadoras no Brasil e as desesperadas formas de reverter a situação depois do advento da internet e de bandas independentes. No artigo, escrito por Jotabê Medeiros, falava-se em executivos sendo despedidos, salários caindo pela metade, cargos sendo cortados, a redução de artistas do catálogo da Universal Music, e por fim, a nova forma de vendas da EMI, que descentralizou os CD’s físicos e partiu para a distribuição pela internet. Fato é que depois muito se foi debatido, brigas e notas oficiais, quase processaram o jornalista, fóruns na internet, palvrões, teve até uma nota de repúdio da Universal contra o artigo e quase cabeças rolaram literalmente.

Na Folha de São Paulo de ontem (09/10), o Caderno Ilustrada volta com tudo nesse assunto, mas com outra proposta das gravadoras. O exemplo colocado é o da Sony BMG, multinacional que acaba de mudar sua razão social para não ser apenas gravadora, agora ela gerencia a carreira dos artistas e se chama Day1. Ou seja, de agora em diante, a “gravadora” fará as negociações de patrocínios, agendamentos de shows e ainda vão ter uma porcentagem na renda dos shows. Esse negócio de só vender Cd’s agora já ultrapassado.

Mas com toda essa formulação, onde fica o papel do empresário? Sim aquele que “antigamente” fazia tudo pelo artista. Pois é, não sei pra onde ele vai. A grande zanga é que a gravadora estaria tomando o espaço, tomando tudo na verdade. Já as gravadoras afirmam que muito já se ganhou às custas dela, antes destinava uma fortuna na produção do CD, mais outra grana na equipe e um pouco mais pra qualquer coisa, ao final do processo os três (artistas, empresários e gravadoras) ganhavam a mesma coisa. Rente a isso tudo bem, a bolada era tão grande que ninguém não queria brigar, só que a coisa mudou, vivemos hoje num país que se vende 22 milhões de Cd’s por ano, ao mesmo que são baixados pela internet 144 milhões de discos com 12 faixas. Fica difícil segurar os consumidores, que preferem baixar gratuitamente uma música, ou copiar o Cd de um amigo, só que ir na loja pagar um preço salgado por ele.

Vamos ver no que vai dar do mercado fonográfico brasileiro, quem ganha mais: A gravadora, o empresário, o artista ou Você? Façam suas apostas.



Dewis Caldas,
editor do Hellcity.blogger.com.br

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