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Democracia Interna

Encerra-se a primeira etapa de uma era histórica na juventude combativa do Partido dos Trabalhadores. Após este proveitoso I Congresso, irá borbulhar nos bares freqüentados por petistas e listas de e-mails várias discussões relevantes, as quais podemos citar:

  • Unificação da dita “esquerda do PT” em face do campo “Construindo um Novo Brasil”;
  • Decisão de não exigir do partido 3% do fundo partidário para JPT, bem como a autonomia que a juventude terá;
  • A mudança de votos de muitos companheiros que votaram nos candidatos da chapa “Socialistas” no 1º turno, e migraram seus votos para a companheira Severine no 2º turno;
  • Balanço político do I Congresso

Em fim, são calorosos e intensos os debates que nos ocuparão daqui para frente. Mais não é sobre nenhum destes que proponho a reflexão e sim, no que transforma o Partido dos Trabalhadores num partido de massa e diferenciado e um dos nossos maiores orgulho: a Democracia Interna.

Observa-se que a democracia interna e as disputas eleitorais dentro do partido cada vez mais acirradas tiveram como conseqüência um movimento de filiação imensamente maior comparado proporcionalmente aos primeiros 10 anos do Partido.

Diante deste fato que surgiu a histórica frase: “O Petismo é maior do que o PT”, em virtude de muitos companheiros não serem filiados ao partido e consequentemente não participavam das decisões partidárias, entretanto sempre defendia o partido e em 02 e 02 anos pegavam suas bandeiras e iam para as ruas se dizendo petistas.

Para aprofundar o debate, irei trazer a tona um fato que me deixou perplexo neste I Congresso. No momento da votação das propostas divergentes sobre o eixo “O Brasil que queremos”, mais especificamente sobre o “fora Hélio Costa”, após as defesas, o plenário dividiu-se em dois grandes grupos cada um gritando suas palavras de Ordem. Fato é que no meio da gritaria, tinha um companheiro da chapa “Construindo um novo Brasil” no meio dos “Socialistas” gritando “fora Hélio Costa”, quando de repente verificou que o seu grupo defendia o oposto. Não pestanejou, correu para o lado oposto e mudou o grito!

Este fato nos traz algumas indagações: Este militante mudou de idéia apenas com as palavras de ordem? Não; Este companheiro é “Maria vai com as outras”? Também creio que não. O grande problema está em nossa cada vez mais latente falta de formação política e a forma centralizada ou de cima para baixo em que muitas de nossas correntes vêm atuando.

E o que isto tudo tem haver com a tão louvada democracia interna? Conforme citado acima o partido está sofrendo uma acirrada disputa interna e uma busca incessante de hegemonia. Com o intuito de ganhar a qualquer custo, várias correntes do partido realizam filiação em massa tanto no partido como na corrente. Não existe mais aquele período de escolha e busca de identidade com algumas das tendências.

Com um número cada vez maior de delegados, e muitos deles só em época de eleição interna, fica cada vez mais difícil manter qualificada a militância petista para enfrentar diariamente os ataques da elite da mídia golpista.

Antes que me compreendam mal, em hipótese alguma defendo o fim ou qualquer mudança em um de nossos mais belos filhos: a democracia interna, o que proponho é uma maior responsabilidade por parte de nossas tendências e o acompanhamento periódico com os seus militantes. Por fim, ESCOLA NACIONAL DE FORMAÇÃO POLÍTICA JÁ!!!

Jonatas Moreth

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