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Oi, Arruda

Do blog Diário de Bordo:

"By Roberto Cordeiro
A Oi comprou a BrasilTelecom. Demitiu e não contrata nada das indústrias locais

A Oi comprou a BrasilTelecom. Demitiu e não contrata nada das indústrias locais

Conversa para boi dormir. Uma notícia no Correio Braziliense desta terça-feira (19) informa que o GDF assina nesta data com o conglomerado de telecomunicações Oi acordo que, numa primeira leitura, parece vantajoso apenas para a empresa controlada pelas famílias Jereissati (dona dos shoppings no Brasil e free shopping nos aeroportos) e Andrade, da construtora Andrade Gutierrez.

Os orelhões da Oi estão espalhados pela região

Os orelhões da Oi estão espalhados pela região

Trata-se de um financiamento de R$ 3 bilhões pelo BrB – banco estatal – que a Oi pagaria a título de ICMS aos cofres do DF. Em contrapartida, a operadora investirá R$ 10 milhões – vejam a diferença da cifra – em 12 meses. O governo usa como pano de fundo o seguinte argumento: a empresa firma compromisso na contratação de profissionais.

Como acreditar nisso, cara pálida? A Oi procedeu a fusão com a BrasilTelecom, empresa que já existia na região. Apenas uniu as operações que ficam centralizadas no Rio de Janeiro. E, além disso, demitiu. E, além disso, não compra um centavo das indústrias aqui do DF. Então, como acreditar que isso é bom para a sociedade do DF? Até porque não se trata de um negócio novo. Por força de contrato, os donos da Oi têm que investir. Se eles não querem uma queda na qualidade dos serviços, é preciso manter o cronograma de investimentos. Então, nada de novo.

O que deveria ter sido feito é exatamente o seguinte: alinhavar um termo de compromisso de que a empresa não iria demitir seus empregados. Alguns que já estão na empresa desde o período do Sistema Telebrás. E a Oi chegou e sequer colocou em prática um programa de recolocação dos demitidos no mercado de trabalho. E as indústrias que tinham contratos com a antiga Oi dizem que não reclamam por receio de o mercado ficar ainda mais restrito. Ou seja, há o temor de uma retaliação.

Com a palavra o governador do DF, José Roberto Arruda…"

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