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Respostas a perguntas do blog Game Over

1-Pessoas contrárias às cotas raciais dizem que, pela suposta não-existência de raças, serão as cotas que criarão o racismo. O que você tem a dizer sobre isso?
Se, biologicamente, existe ou não existe raça é um debate científico, mas certamente há racismo.

Nós construímos um país tendo como base a escravidão dos negros, que quando foram “libertados” não tiveram nenhuma assistência de inclusão racial. Como resultados tivemos um acúmulo de negro miseráveis formando bolsões de pobre nas periferias das metrópoles.

Hoje, no Brasil, qualquer índice social ruim é ainda pior entre os negros.

2-Outra critica comum é dizer que o nível das universidades baixará, e que até mesmo o mercado de trabalho será afetado pelas cotas. Você concorda?
Pelo contrário. Olhando para as experiências que já estão acontecendo vemos que os cotistas têm rendimento melhor do que a média geral dos estudantes. O que, inclusive, coloca em xeque os sistemas de vestibular para a entrada nas universidades.

3- Como dizer quem sofre racismo no Brasil num País em que a miscigenação prevalece?
Fácil. Os números mostram que qualquer policial sabe diferenciar um negro de um branco.


4- Você acha que Ali Kamel deveria distribuir seu livro “Não Somos Racistas” para quem escolhe o elenco das novelas e que personagens os negros fazem?
O Ali Kamel não deveria distribuir este livro pra ninguém. É o primeiro livro racista escrito pra dizer que não á racismo. É um completo absurdo.

E o “engraçado” é que tanto o Ali Kamel quanto o Demétrio Magnoli, o Demóstenes Torres e a vasta maioria dos militantes contrários às cotas raciais são brancos.

É como uma dívida que os credores reafirmam a sua existência e só os devedores a negam.

5- O Brasil está preparado para ter um presidente negro?
Creio que não. Nosso Senado é composto por 81 membros, dentre os quais apenas o Paulo Paim e Marina Silva são negros. No STF, de 11 membros, temos apenas o Joaquim Barbosa de negro. No STJ tivemos há pouco tempo a posse do primeiro negro em toda a história.

Os espaços ocupados pelas chamadas “minorias” ainda são muito poucos e as exceções não devem ser utilizadas para mostrar que não impedimento para que cheguem lá. Mulheres, negros, índios são sub-representados e a única medida para mudar este cenário são as ações afirmativas.



Confira aqui o Game Over

Comentários

Gabriel Tatagiba disse…
Obrigado por responder às questões, minha irmã está fazendo uma monografia sobre cotas e também foi entrevistada.

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