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Marketing no Eixão Sul


Passei hoje mais cedo pelo Eixão Sul e um grande engarrafamento atrapalhou meu caminho. Mais a frente encontrei o motivo: A faixa central estava ocupada com viaturas novas da Polícia Militar e dos Bombeiros. Ou seja, mais uma jogada de marketing do governo Arruda.

A solução dos problemas de (in)segurança pública do DF? Não. Nada tem a ver com as novas políticas públicas da área. O Programa Nacional de Seguranca com Cidadania (Pronasci), segundo Rafael Oliveira, propõe "o enfrentamento qualificado da criminalidade e violência, com serviços de inteligência e ações preventivas, mas pelo jeito (Arruda) está financiando mais do mesmo".

Posso concluir que apostar neste tipo de ação tem a mesma natureza das mentiras que Arruda. Segundo ele mesmo disse, "menti por ser igual
a todos os políticos brasileiros".

Mas não é sobre o marketing de hoje que quero falar, mas sobre o da semana passada. A faixa central do Eixão Sul foi ocupada da mesma maneira por ônibus novos comprados por... peraí... Quem comprou estes ônibus novos.

Mandei um emeio para o secretário de Transporte, Alberto Fraga, perguntando isso, mas ele não me respondeu.

1ª hipótese: Os ônibus foram comprados pelas empresas privadas que são concessionárias do serviço de transporte urbano no DF. E onde escrevo "empresas privadas que são concessionárias do serviço de transporte urbano no DF" leia-se "Wagner Canhedo, Valmir Amara e Nenê Constantino". Só gente da melhor estirpe.

Bem, se quem comprou foram empresas privadas, Arruda nada tem a ver com o fato. Então, não é "o GDF quem tem mudado a realidade do transporte do DF", como as propagandas oficiais andam falando por aí.

2ª hipótese: Os ônibus foram comprados pelo GDF. Como o governo pode comprar ônibus e entregá-los nas mãos da iniciativa privada para que ela acumule lucro dessa forma? Se fosse para o GDF comprar ônibus deveria comprá-los para a TCB, empresa estatal sucateada que deveria ser reestruturada para que o DF passasse a ter um transporte público de verdade.

3ª hipótese : O GDF deu uma enorme desoneração fiscal às empresas privadas concessionárias do serviço de transporte urbano no DF para que, em troca disso, elas comprassem novos ônibus e renovassem a frota.

Pergunta. Qual a diferença entre a 2ª e 3ª hipóteses? Nenhuma, e foi isto que aconteceu. Só neste governo as empresa receberam
isenção de ICMS para a compra de combustíveis, isenção de ICMS para a compra de ônibus novos e isenção no IPVA. E a passagem, é bom lembrar, continua sendo a maior do país.

Estatização

O Distrito Federal só vai ter transporte público quando houve um governo que tenha a coragem de tirar os três distintos empresários deste setor. Não se pode permitir que os trabalhadores, estudantes e toda a sociedade permaneçam reféns deste esquema.

Mas o caminho de Arruda é diametralmente oposto a isto. Além de manter as concessões destes senhores ainda pretende privatizar o metrô do DF.




Update (4/11/09 | 15:37):


A Secretaria de Transporte me respondeu.

"Todos os ônibus substituidos neste governo foram adquiridos pelas empresas"

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