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Porta-voz de Isaías está encegueirado comigo

"Eles tem a liberdade de dizer o que eles quiserem a meu respeito. E eu quero ter a liberdade de dizer o que eu penso deles do jeito que eu quiser

(Lula)

"Eu tenho medo. Vossa Excelência desperta os
meus instintos mais primitivos", disse Jefferson (o original)

Mesmo sem coragem de reafirmar com todas as letras a acusação vil que fez e que já remeti ao Ministério Público, o guia intelectual do grupo Isaías-Dulcilene voltou a apontar sua artilharia contra mim, dessa vez baixando ainda mais o nível. Como já disse, não lhe cai bem este papel. Há outros capachos para cumprir essa tarefa. 

Entre os novos ataques, houve uma proposta. Que eu vivesse ao menos por um ano "sem depender de política". Esquece-se que dos meus 24 anos de idade, eu passei 23 anos sendo oposição municipal. Passei pela iniciativa privada e pelo terceiro setor antes do serviço público. 

Além de dizer o óbvio, que eu defendo o grupo político que faço parte (assim como ele defende o grupo dele), ele levanta suspeitas sobre minhas finanças pessoais. Bem, meu patrimônio é constituído por um Corsa Classic ano 1999/2000 financiado a se perder de vista. E vamos combinar que quem apóia Dulcilene devia correr desse debate patrimonial como o diabo corre da cruz.

O que me causa estranheza é essa fixação em mim. Parece que a vida não tem mais graça sem falar no meu nome. Até agradeço a mídia que eles estão me dando, mas receio que este encegueiramento todo tenha origem patológica. 

Não mereço essa atenção toda de quem já está com a vitória garantida. Quem anda pelos corredores dos palácios da ilha arrotando que tem 70% de intenção de voto não precisa se preocupar em atacar um  militante insignificante como eu.

Não, meus caros, eu não sou o Zé Dirceu de Chapadinha, mas se fosse, certamente, seria dele o papel de Roberto Jefferson. Movido pela inveja e pela tentativa de desviar o foco das acusações que pesavam contra si, Roberto Jefferson (o original), acusou Zé Dirceu sem nenhuma prova, mas sob a premissa de que, se algo havia, só podia ser com o conhecimento e comando dele.

Da mesma forma, criam em mim um personagem com super-poderes para cortar salários de adversários e distribuir benesses aos que acenam com apoio. 

Enquanto era interessante para a mídia e para a direita ter alguém batendo em Zé Dirceu, Jefferson recebia muito tapinha nas costas e tinha suas palavras amplificadas nas manchetes de jornal. Depois da tarefa cumprida caiu no ostracismo e na insignificância política. Já Dirceu, mesmo há sete anos sem cargo algum, continua rendendo matérias de capa na Veja e levantando contra si a ira dos opositores de Lula e Dilma. A ele basta ser o Zé Dirceu, a mim basta ser esse insignificante militante que expõe as incoerências de Isaías e seus Blue Caps e desconstrói o discurso dos salvadores da pátria atrelados ao atraso.


Diferença fundamental

Eu nunca escondi minhas relações políticas de ninguém e já cheguei a expor nesse espaço episódios dos bastidores da política chapadinhense com a franqueza de quem não tem porque esconder o que faz, quem apóia e com quem se alia. Roberto Jefferson (a cópia) assume seu apoio à pré-candidatura de Dulcilene, mas tenta esconder Isaías, o líder maior.

Não me levem a mal, ser militante de alta patente do grupo de Isaías não é acusação para ninguém, mas no caso dele é apenas uma constatação óbvia e inútil de ser negada. Imagino até que se (ou quando) a pré-candidata e o grande líder romperem ele deve ficar ao lado dela, mas vamos parar com essa estória de "eu não faço política". Mesmo quem fica lá no fundo da foto, como quem não quer se comprometer e tenta esconder suas reais motivações, acaba aparecendo e sendo desmascarado.

Não estou querendo dizer que todos que criticam o atual governo são, necessariamente, ligados a Isaías e seu grupo. Os erros do governo saltam aos olhos e há razões para crítica, mas me sinto na obrigação de deixar claro que quem está dizendo que vai resolver os problemas são aqueles que fizeram ainda pior quando tiveram sua oportunidade.


Observação ao da "reta guarda": Não pensei que depois da 5ª série ainda fosse ouvir alguma rimazinha infantil entre Braga e praga. Vá trabalhar que é melhor, rapaz.

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