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Sobre paqueras, namoros, casamentos, traições e divórcios...


Os bastidores da política chapadinhense quase foram à louca na semana passada quando surgiu a notícia que a ex-prefeita Belezinha e o ex-deputado Levi Pontes estariam conversando.

O eleitor que acompanha as disputas, os discursos, os ataques pode ter outra impressão, mas quem participa da política sabe que ninguém se odeia. Quem não é aliado já foi ou ainda será e no meio do caminho todo mundo conversa.

Claro que uma aliança envolvendo os dois candidatos a deputado estadual mais votados do município mudaria o eixo da política local. Somados, eles tiveram 18.427 votos em 2018 e juntos seriam uma força difícil de ser batida, mas nos vais e vens da política ninguém confia mais em ninguém (com certa razão) e os termos do suposto acordo não são críveis para quem conhece as personalidades envolvidas.

Segundo o acordo costurado por um deputado federal aliado de quase todo mundo por aqui, a candidata seria Belezinha enquanto o TSE permitisse, mas se condenada (como provavelmente será) ela passaria a apoiar o nome do ex-deputado.

Alguém acredita que este tipo de acordo seria cumprido? Cumprido por alguém que já está com o processo nas mãos do ministro Luís Roberto Barroso e com parecer do Ministério Público recomendando a condenação? Por quem antes de ser condenada já aparece com a filha e suposta substituta em reunião política? Por quem rompeu com seu maior cabo eleitoral depois de assumir a Prefeitura? Por quem já descumpriu acordos muito mais simples que este (e quem aqui escreve sabe bem)?

É bom lembrar: Em 2016, uma aliança entre Belezinha e Dr. Levi chegou muito perto de acontecer, mas a então candidata tinha tanta certeza da reeleição que menosprezou a importância do então deputado e ele acabou se tornando o articulador da frente política que a derrotou elegendo Magno Bacelar.

Transações comerciais a parte, se paquera virar namoro o divórcio acontece antes do casamento.

É aguardar e conferir.





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